<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos brics - Paulo Delgado</title>
	<atom:link href="https://paulodelgado.com.br/tag/brics/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://paulodelgado.com.br/tag/brics/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 27 Nov 2019 20:40:12 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.7.5</generator>
	<item>
		<title>DE COSTAS PARA O MUNDO</title>
		<link>https://paulodelgado.com.br/de-costas-para-o-mundo/</link>
					<comments>https://paulodelgado.com.br/de-costas-para-o-mundo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Delgado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Sep 2018 19:11:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Correio Braziliense e Estado de Minas]]></category>
		<category><![CDATA[Recentes]]></category>
		<category><![CDATA[Aliança do Pacífico]]></category>
		<category><![CDATA[brics]]></category>
		<category><![CDATA[Mercosul]]></category>
		<category><![CDATA[Parceria Transpacífico]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://paulodelgado.com.br/?p=5141</guid>

					<description><![CDATA[<p>Correio Braziliense e Estado de Minas – domingo, 30 de setembro de 2018. Não vou começar este artigo levando em conta o que a última The<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
<p>O post <a href="https://paulodelgado.com.br/de-costas-para-o-mundo/">DE COSTAS PARA O MUNDO</a> apareceu primeiro em <a href="https://paulodelgado.com.br">Paulo Delgado</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Correio Braziliense e Estado de Minas – domingo, 30 de setembro de 2018.</em></p>
<p><strong>N</strong>ão vou começar este artigo levando em conta o que a última The Economist traz na sua matéria de capa. A revista de Londres decidiu considerar a eleição brasileira “a mais recente ameaça para a América Latina”. Posso dizer aos ingleses que é mais desastrosa para o futuro do mundo a decisão do Reino Unido de abandonar a União Europeia do que o que vai sair da nossa urna. Não vou, também, levar em conta o despacho administrativo de dois burocratas terceirizados da ONU que se meteram na eleição como cabos eleitorais de um candidato.</p>
<p>Somente nós somos responsáveis por essa crise endógena, integralmente gestada pela desastrosa condução política dos últimos governos eleitos. É entre nós que devemos buscar a solução para, ou estender pontes com os países desenvolvidos, ou nos despedir do mundo civilizado.</p>
<p>Podemos dizer que, se estamos aquém de nossa capacidade internacional, é porque não nos representam, nem o populismo recorrente que sempre nos ameaça, nem a má-fé dos que não veem defeitos no mercado, nem a cegueira dos que não veem nele nenhuma virtude.</p>
<p>Estamos certamente numa encruzilhada com mar revolto. Um abalo persistente e longo no sentido simbólico da política como vetor da organização do Estado Democrático de Direito. Com isso, a sociedade se deslocou do universo do poder legítimo, se atomizou em inúmeras minorias impondo ao país uma microssociologia do interesse pessoal e de grupo. Isso ampliou a crise de credibilidade das instituições, dando à insatisfação com os três poderes uma dimensão tal que rompeu a macrolealdade constitucional, essencial para impulsionar um país em direção à prosperidade. A crise política atual é este incesto entre a democracia envergonhada, o autoritarismo assanhado e a desonestidade tolerada.</p>
<p>E, dentro das turbulências do período, as perspectivas para a inserção mundial do país foram bloqueadas. Especialmente em virtude da paralisia interna diante das gigantescas modificações na dinâmica de acumulação do poder político e econômico entre as nações relevantes. A impressão que dá é a de que o Brasil não desenvolveu a capacidade deliberativa e lógica de identificar os riscos que corre como nação e, emocionalmente, continua a ver o futuro como um ponto móvel, iludido que o mundo vai nos esperar confiado na nossa intuição.</p>
<p>Tal atraso comprometeu a atração de investimento externo direto, ampliou a desintegração sul-americana e afastou mais ainda o país das cadeias e blocos emergentes de comércio internacional, como a Parceria Transpacífico. Aberta à adesão de países fora da região banhada pelo Pacífico, alguns nossos vizinhos, foi assinada por 11 países com um PIB de US$ 13,5 trilhões e 14% da população mundial. A ambiciosa operação política e diplomática de adesão ao bloco se tornou um dos capítulos mais importantes para o futuro governante que assumir em 2019.</p>
<p>Infelizmente, as campanhas não expressam um impulso natural pela integração ao mercado internacional. Prevalece o isolamento de país continental que se acha autossuficiente. Precisamos da mais ampla abertura de negociações para facilitação de comércio, acordos bilaterais e regionais, ordenamento jurídico, regras e padrões partilhados sobre propriedade intelectual, investimento estrangeiro, padrões trabalhistas, telecomunicações, etc., e tudo o mais que afeta a relação comercial compreensível e promissora nos dias atuais. Ampliar nossa capacidade de governança e cooperação exige um Mercosul que saiba o que é mercadoria. Outra grande oportunidade é aproveitar o fato de que o Brasil presidirá o Brics, grupo que representa 44% da população mundial, quase um quarto da Terra e outro quarto de seu PIB. A decisão de trazer para São Paulo a sede regional do Banco de Desenvolvimento do Brics e o Arranjo Contingente de Reserva, o FMI do bloco para o Rio, aumenta a possibilidade de novos arranjos financeiros continentais.</p>
<p>A projeção diplomática do Brasil depende tanto da volta do crescimento sustentável quanto de uma maior presença em foros multilaterais de comércio. Afinal, desde 1960, a parcela do comércio exterior no PIB do país está estacionada em 18%. Há 58 anos, o Brasil está de costas para o mundo.</p>
<p>A questão política também não pode ser descuidada. A insatisfação em todos os países não tem sido uma insatisfação criadora e o antiautoritarismo é minoritário no mundo. Perdemos tempo e dinheiro querendo regionalizar o desejo ideológico de beneficiar governos autoritários, levando o BNDES a jogar fora, em 140 contratos de financiamento de exportação, R$ 44 bilhões “exportados” sem análise de compatibilidade de projetos e parâmetros internacionais de financiamento. O Brasil precisa voltar a ser adulto e capaz de olhar o mundo de frente e estabelecer parcerias com ele.</p>
<p>Sei que o mundo está fragmentado, politicamente pulverizado, vendo a forte ascensão de minorias e polarizações sectárias. As últimas eleições na Argentina, França, Chile e México mostraram o quanto de dispersão eleitoral caracterizou a disputa. No Brasil, com o eleitor enfurecido, ninguém sabe a hora que a pólvora se oferecerá ao fogo. Apesar da alta temperatura, esta parece mais uma eleição mantenedora do status quo. Os sentimentos de entusiasmo e confiança foram substituídos por preocupação e medo, e a raiva, um sentimento irracional, ocupou o lugar da indignação, misturada à tristeza e pouca esperança.</p>
<div class="noticia">
<p>O que temos que analisar é quais os motivos por que a sociedade brasileira deixou de gerar as forças de mudança que precisa. O mundo é pequeno. Três quartos da população mundial vivem em 25 países com mais de 50 milhões de habitantes. O Brasil é um deles. Quem se importa com isso?</p>
</div>
<div class="noticia"></div>
<p>O post <a href="https://paulodelgado.com.br/de-costas-para-o-mundo/">DE COSTAS PARA O MUNDO</a> apareceu primeiro em <a href="https://paulodelgado.com.br">Paulo Delgado</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://paulodelgado.com.br/de-costas-para-o-mundo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A angústia da esperança</title>
		<link>https://paulodelgado.com.br/a-angustia-da-esperanca/</link>
					<comments>https://paulodelgado.com.br/a-angustia-da-esperanca/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Delgado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Nov 2019 20:16:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[Recentes]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[brics]]></category>
		<category><![CDATA[china]]></category>
		<category><![CDATA[crise de 2008]]></category>
		<category><![CDATA[Estratégia de Segurança Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Índia]]></category>
		<category><![CDATA[rússia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://paulodelgado.com.br/?p=5417</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Estado de S. Paulo &#8211; 13 de Novembro de 2019. Não tente ver spams, memes, emojis e outras formas do assédio online com simpatia. A<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
<p>O post <a href="https://paulodelgado.com.br/a-angustia-da-esperanca/">A angústia da esperança</a> apareceu primeiro em <a href="https://paulodelgado.com.br">Paulo Delgado</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>O Estado de S. Paulo &#8211; 13 de Novembro de 2019.</em></p>



<p><strong>N</strong>ão tente ver spams, memes, emojis e outras formas do assédio online com simpatia. A insegurança cibernética é um assombro e a internet, uma fábrica mortal de trolls, exércitos mercenários e hospedeiros de notícias e sentimentos falsos perturbando a sociedade. Sem freios, avança feroz para desestabilizar pessoas e instituições democráticas. </p>



<p>Não é a desaceleração da economia mundial que está tirando o sono do mundo. É o aumento da matrícula na escola do ressentimento para depravar política e tecnologia. O tráfego de pessoas, produtos e Estados autoritários na internet contra a vida alheia é uma obra-prima da extravagância que cria e agrava conflitos em todos os países. Robôs e redes sociais põem multidões a postos, negociam notícias produzidas por hackers e insuflam o exagero dramático dos jovens diante das dificuldades da vida.&nbsp;</p>



<p>Assim como a destruição da razão em política combina com uma bomba-relógio, a era da inteligência artificial consolida os novos currais eleitorais de ativistas sob controle das comunicações manipuladas. A revolta ganha força impulsionada pela desinformação, a propaganda dirigida e a perda de controle do cidadão sobre seus dados pessoais. Não é bem reivindicação, o que move a massa é a reclamação. A era tecnológica é cada vez mais volátil e nada disso cheira a democracia.&nbsp;</p>



<p>Na região, um dado a mais. É a discórdia, não a polarização, a marca incorrigível da democracia. Agravada por sistemas políticos acuadores, que não aceitam derrotar os empacados, o líder que não quer mudança. Em toda eleição aparece um ancestral, ou que não quer sair, ou que quer voltar. Somos um continente inibidor e assombrado.&nbsp;</p>



<p>Todos os embaraços se agravam, misturados à mania de confundir problemas reais com personagens políticos. No Brasil a desavença é um descentramento, o nada no centro, um abalo segregador que visa a impedir que surja algo novo. Não é o avesso da coisa, é a má forma do original. Sociedade que só se move por sentimentos partidários é o ambiente ideal para a crítica virar sinônimo de amargura ou frivolidade.&nbsp;</p>



<p>E é nessa confusão que começa hoje em Brasília a XI Cúpula do Brics, quando Bolsonaro, Putin, Modi, Jinping e Ramaphosa terão a oportunidade de confirmar que são boas ideias que mudam o mundo, não más notícias. O grupo representa 44% da população mundial, cerca de um quarto da terra e outro quarto de seu PIB. Não há nada no Brics destoante da ordem mundial fundada com a vitória aliada contra o fascismo. É uma cúpula de vencedores essencial ao debate das ações globais.&nbsp;</p>



<p>Que deve observar que desde 2011 o transatlântico da estratégia de segurança americana cansou-se do Oriente Médio. Tomou susto e birra com os avanços do mundo eletrônico que não estava focado em guerras e ajustou seu curso para a Ásia. Desde então essa reorientação vem sendo construída em meio ao rescaldo da maior crise financeira desde a 2.ª Guerra. Os Brics não podem embarcar nesse navio de guerra ou deixar hacker emporcalhar a tecnologia que mira o futuro. Tampouco devem deixar de buscar pontes com todos os que refutam a ideia de que a única utilidade dos seres humanos hoje é gerar dados para monopólios de comunicação e passeata.&nbsp;</p>



<p>Os Brics estão sob um ataque de anulação, ou dos que não têm fonte fora de Washington, ou dos que não querem salvar os EUA de si mesmo. Pois um mundo próspero, tranquilo e seguro não combina com nenhuma potência hegemônica.&nbsp;</p>



<p>A ideia de Rússia, China e Índia de separar sua internet do mundo americano para preservar sua autonomia é uma opção pior. Embora revele mínima noção do que vem por aí. Ao Brasil cabe convencê-los a trabalhar com União Europeia e EUA para a construção de normas de segurança cibernética e sua regulação mundial. Juntos poderão combinar perdas passadas com apetite futuro. Estados, plutocracias e movimentos autoritários não deviam poder nos atacar dentro dos nossos computadores e celulares. É hora de fazer o balanço das 323 manifestações, pacíficas ou violentas, que agitam os países para reeducar a tecnologia e não usar revolta como propaganda de poder.&nbsp;</p>



<p>Cabe ainda ao Brasil aumentar sua capacidade de defesa cibernética para ser levado a sério, pois passa a impressão de estar perdido. Somos o único país grande que não está ligado, com seriedade de Estado, na questão da tecnologia do futuro.&nbsp;</p>



<p>Para entender a escalada da encrenca geopolítica atual é preciso voltar à Estratégia de Segurança Nacional americana. Em 2015 a linguagem dos EUA dizia que “o potencial da Índia, o crescimento da China e a agressão da Rússia, todos impactarão significativamente o futuro das relações entre grandes potências”. Com relação à China vem à tona a ansiosa formulação de que se buscará “gerir a competição a partir de uma posição de força”.&nbsp;</p>



<p>O documento publicado em 2017 mira os Brics de modo cru. E aperta o gatilho 33 vezes em direção à China e 25 em direção à Rússia, informando que os dois países querem “erodir a prosperidade e a segurança dos EUA.” Tantas citações servem para incluir a palavra “revisionistas, um conceito parecido com heresia, desvio, palavra perigosa e injusta nesse debate. À Índia é bem vista como aliada. O Brasil nem sequer é citado.&nbsp;</p>



<p>Com esse clima de confronto, risco e incerteza estão aumentando em todos os países. Cresce, desamparada, a angústia da esperança. E a dúvida sobre política econômica no mundo chegou em agosto ao mais alto índice da série iniciada em 1985.&nbsp;</p>



<p>Os governos não estão conseguindo escrever o texto dessa vida que possa diminuir o abandono no coração dos jovens. A tecnologia vira droga na mão de manipuladores. Cabe à política garantir a liberdade para proteger a riqueza humana. A reunião de Brasília pode contribuir para o entendimento de que manipular dados e fatos pela internet serve a poucos e desvia o foco da economia construtiva, que serve a todos.</p>
<p>O post <a href="https://paulodelgado.com.br/a-angustia-da-esperanca/">A angústia da esperança</a> apareceu primeiro em <a href="https://paulodelgado.com.br">Paulo Delgado</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://paulodelgado.com.br/a-angustia-da-esperanca/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
