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	<title>Arquivos Parceria Transpacífico - Paulo Delgado</title>
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		<title>DE COSTAS PARA O MUNDO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Delgado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Sep 2018 19:11:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Correio Braziliense e Estado de Minas]]></category>
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		<category><![CDATA[Aliança do Pacífico]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Correio Braziliense e Estado de Minas – domingo, 30 de setembro de 2018.</em></p>
<p><strong>N</strong>ão vou começar este artigo levando em conta o que a última The Economist traz na sua matéria de capa. A revista de Londres decidiu considerar a eleição brasileira “a mais recente ameaça para a América Latina”. Posso dizer aos ingleses que é mais desastrosa para o futuro do mundo a decisão do Reino Unido de abandonar a União Europeia do que o que vai sair da nossa urna. Não vou, também, levar em conta o despacho administrativo de dois burocratas terceirizados da ONU que se meteram na eleição como cabos eleitorais de um candidato.</p>
<p>Somente nós somos responsáveis por essa crise endógena, integralmente gestada pela desastrosa condução política dos últimos governos eleitos. É entre nós que devemos buscar a solução para, ou estender pontes com os países desenvolvidos, ou nos despedir do mundo civilizado.</p>
<p>Podemos dizer que, se estamos aquém de nossa capacidade internacional, é porque não nos representam, nem o populismo recorrente que sempre nos ameaça, nem a má-fé dos que não veem defeitos no mercado, nem a cegueira dos que não veem nele nenhuma virtude.</p>
<p>Estamos certamente numa encruzilhada com mar revolto. Um abalo persistente e longo no sentido simbólico da política como vetor da organização do Estado Democrático de Direito. Com isso, a sociedade se deslocou do universo do poder legítimo, se atomizou em inúmeras minorias impondo ao país uma microssociologia do interesse pessoal e de grupo. Isso ampliou a crise de credibilidade das instituições, dando à insatisfação com os três poderes uma dimensão tal que rompeu a macrolealdade constitucional, essencial para impulsionar um país em direção à prosperidade. A crise política atual é este incesto entre a democracia envergonhada, o autoritarismo assanhado e a desonestidade tolerada.</p>
<p>E, dentro das turbulências do período, as perspectivas para a inserção mundial do país foram bloqueadas. Especialmente em virtude da paralisia interna diante das gigantescas modificações na dinâmica de acumulação do poder político e econômico entre as nações relevantes. A impressão que dá é a de que o Brasil não desenvolveu a capacidade deliberativa e lógica de identificar os riscos que corre como nação e, emocionalmente, continua a ver o futuro como um ponto móvel, iludido que o mundo vai nos esperar confiado na nossa intuição.</p>
<p>Tal atraso comprometeu a atração de investimento externo direto, ampliou a desintegração sul-americana e afastou mais ainda o país das cadeias e blocos emergentes de comércio internacional, como a Parceria Transpacífico. Aberta à adesão de países fora da região banhada pelo Pacífico, alguns nossos vizinhos, foi assinada por 11 países com um PIB de US$ 13,5 trilhões e 14% da população mundial. A ambiciosa operação política e diplomática de adesão ao bloco se tornou um dos capítulos mais importantes para o futuro governante que assumir em 2019.</p>
<p>Infelizmente, as campanhas não expressam um impulso natural pela integração ao mercado internacional. Prevalece o isolamento de país continental que se acha autossuficiente. Precisamos da mais ampla abertura de negociações para facilitação de comércio, acordos bilaterais e regionais, ordenamento jurídico, regras e padrões partilhados sobre propriedade intelectual, investimento estrangeiro, padrões trabalhistas, telecomunicações, etc., e tudo o mais que afeta a relação comercial compreensível e promissora nos dias atuais. Ampliar nossa capacidade de governança e cooperação exige um Mercosul que saiba o que é mercadoria. Outra grande oportunidade é aproveitar o fato de que o Brasil presidirá o Brics, grupo que representa 44% da população mundial, quase um quarto da Terra e outro quarto de seu PIB. A decisão de trazer para São Paulo a sede regional do Banco de Desenvolvimento do Brics e o Arranjo Contingente de Reserva, o FMI do bloco para o Rio, aumenta a possibilidade de novos arranjos financeiros continentais.</p>
<p>A projeção diplomática do Brasil depende tanto da volta do crescimento sustentável quanto de uma maior presença em foros multilaterais de comércio. Afinal, desde 1960, a parcela do comércio exterior no PIB do país está estacionada em 18%. Há 58 anos, o Brasil está de costas para o mundo.</p>
<p>A questão política também não pode ser descuidada. A insatisfação em todos os países não tem sido uma insatisfação criadora e o antiautoritarismo é minoritário no mundo. Perdemos tempo e dinheiro querendo regionalizar o desejo ideológico de beneficiar governos autoritários, levando o BNDES a jogar fora, em 140 contratos de financiamento de exportação, R$ 44 bilhões “exportados” sem análise de compatibilidade de projetos e parâmetros internacionais de financiamento. O Brasil precisa voltar a ser adulto e capaz de olhar o mundo de frente e estabelecer parcerias com ele.</p>
<p>Sei que o mundo está fragmentado, politicamente pulverizado, vendo a forte ascensão de minorias e polarizações sectárias. As últimas eleições na Argentina, França, Chile e México mostraram o quanto de dispersão eleitoral caracterizou a disputa. No Brasil, com o eleitor enfurecido, ninguém sabe a hora que a pólvora se oferecerá ao fogo. Apesar da alta temperatura, esta parece mais uma eleição mantenedora do status quo. Os sentimentos de entusiasmo e confiança foram substituídos por preocupação e medo, e a raiva, um sentimento irracional, ocupou o lugar da indignação, misturada à tristeza e pouca esperança.</p>
<div class="noticia">
<p>O que temos que analisar é quais os motivos por que a sociedade brasileira deixou de gerar as forças de mudança que precisa. O mundo é pequeno. Três quartos da população mundial vivem em 25 países com mais de 50 milhões de habitantes. O Brasil é um deles. Quem se importa com isso?</p>
</div>
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