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	<title>Arquivos Suprema Corte - Paulo Delgado</title>
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		<title>ELE MENTIU  PARA A RAINHA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Delgado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Sep 2019 20:32:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Correio Braziliense e Estado de Minas]]></category>
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<p><em>Correio Braziliense e Estado de Minas – domingo, 29 de setembro de 2019.</em></p>



<p>No Reino Unido, o recesso parlamentar inaugura um novo período político. É praxe que ele seja definido um pouco antes do discurso do monarca ao parlamento — há 67 anos feito pela rainha Elizabeth. Não há norma sobre quanto tempo dura o recesso, mas ele deve ser estabelecido pelo monarca seguindo orientação do primeiro-ministro que, espera-se, sinta qual é clima entre os políticos para saber o que é mais indicado. É exemplo claro da própria ideia do que se entende por “rainha da Inglaterra”: tem a palavra final, mas de forma mais figurativa. Isso salva o Estado, representado pelo monarca, de constrangimentos dos embates políticos em momentos de tensão e conflito entre o governo, representado pelo primeiro-ministro, e o parlamento.</p>



<p>Pois bem, ainda que a decisão da monarca seja inapelável, a orientação de seu primeiro-ministro pode ser questionada judicialmente. Tal questionamento foi feito e julgado improcedente no Judiciário da Inglaterra, mas procedente no Judiciário da Escócia, no mesmo dia 11 de setembro.</p>



<p>Após ter duas sentenças diferentes em cortes inferiores, a Suprema Corte foi instada a julgar a questão. Considerando a importância do assunto e as repercussões sociais, o máximo de juízes, 11, foi reunido para votar o caso. Por unanimidade, decidiram que o conselho dado pelo primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, à rainha Elizabeth II sobre a adequação, na prática, de se misturar o recesso do parlamento britânico com uma suspensão das atividades — da segunda semana de setembro até 14 de outubro — foi “ilegal porque teve o efeito de frustrar ou prevenir a habilidade do parlamento de proceder com suas funções constitucionais sem justificativa razoável”. Esse é o texto, direto e seco, do extrato do anúncio da decisão apresentado pela presidente da Suprema Corte.</p>



<p>A razão de Boris Johnson ter mentido à rainha sobre o clima no parlamento é a soma de duas coisas: o permanente gosto azedo da decisão que retirou o Reino Unido da União Europeia e a ilusão atual de que usando redes sociais se governa com o povo. Considerando que a data prevista para a efetivação do Brexit é 31 de outubro, a manobra de Johnson faria com que o parlamento só funcionasse durante cinco das possíveis oito semanas que separam o último dia de outubro do fim do recesso de verão neste início de setembro.</p>



<p>As três semanas de paz sem voz almejadas por Johnson seriam usadas para fazer correr sua visão, no Twitter, de como deve se dar o Brexit. A Suprema Corte, num claríssimo controle de constitucionalidade, anulou a manipulação eletrônica e reafirmou o velho parlamento, nascido na Inglaterra, como o local em que a soberania popular é exercida.</p>



<p>O Brexit foi aprovado em referendo pelos eleitores britânicos em junho de 2016. Apreciado na Suprema Corte do país, que reiterou que cabia ao Parlamento confirmar ou não a vontade expressa no referendo. E, assim, autorizar o governo a iniciar as negociações para desembarque da União Europeia. Tal autorização foi dada por Westminster, em fevereiro de 2017, a Theresa May, a quem coube notificar sua intenção de deixar a União Europeia ao Conselho Europeu, acionando o artigo 50 do Tratado de Lisboa, que afirma que “qualquer Estado-membro pode decidir, em conformidade com as respectivas normas constitucionais, retirar-se da União.”</p>



<p>Um acordo que estabeleça as condições da sua saída é, então, negociado por todos os membros e celebrado em nome da União pelo Conselho, após aprovação do Parlamento Europeu. Por mais que o parlamento tenha sustentado a decisão do referendo por vasta margem, são diferentes as compreensões sobre o que sair significa e qual será a base da negociação do relacionamento entre Reino Unido e União Europeia dali para frente. Afinal, são apenas 33 quilômetros que separam a ilha do continente. O que a Suprema Corte está lembrando é que o local&nbsp;em que essas diferentes correntes da sociedade se manifestam é no parlamento e, pasmem leitores acostumados com nosso Supremo, somente as decisões do parlamento não são passíveis de impugnação em corte alguma.</p>



<p>Em tal imbróglio, interessante o papel da Escócia, que não quer se desligar da União Europeia, nem deseja um Brexit interno no Reino Unido. Ela, que forma com a Inglaterra a mais antiga e bem-sucedida união entre nações no mundo. E sempre reafirma que é preciso ter cuidado com os precedentes que quebram harmonia, negam divergências e tiram a sustentação da democracia. Vivemos a era em que redes abertas supranacionais destruirão países em breve, dividindo-os para proveito próprio sem saber o que fazer com o entulho que reúnem. Ora, ora, é insustentável esse rio sem margem que a mistura de internet-oportunismo-política está impondo ao mundo.</p>
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