<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos tecnologia - Paulo Delgado</title>
	<atom:link href="https://paulodelgado.com.br/tag/tecnologia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://paulodelgado.com.br/tag/tecnologia/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Wed, 11 Sep 2019 17:00:42 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.7.5</generator>
	<item>
		<title>O homem da multidão</title>
		<link>https://paulodelgado.com.br/o-homem-da-multidao/</link>
					<comments>https://paulodelgado.com.br/o-homem-da-multidao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Delgado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Nov 2018 09:06:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[Recentes]]></category>
		<category><![CDATA[bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[brasil 2018]]></category>
		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[Direita]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2018]]></category>
		<category><![CDATA[Elições 2018]]></category>
		<category><![CDATA[Esquerda]]></category>
		<category><![CDATA[governo 2019]]></category>
		<category><![CDATA[Populismo]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://paulodelgado.com.br/?p=5157</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Estado de S. Paulo &#8211; 14 de novembro de 2018. A esquerda observa as pessoas em cachos, como se quisesse formar pencas de gente igual.<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
<p>O post <a href="https://paulodelgado.com.br/o-homem-da-multidao/">O homem da multidão</a> apareceu primeiro em <a href="https://paulodelgado.com.br">Paulo Delgado</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>O Estado de S. Paulo &#8211; 14 de novembro de 2018.</em></p>
<p><strong>A</strong> esquerda observa as pessoas em cachos, como se quisesse formar pencas de gente igual. Movimento, silêncio não despertam atenção, diferente do que observa o narrador de Edgar Allan Poe no conto <em>O Homem da Multidão</em>. O povo percebeu a manobra e tornou mais pobre ainda a experiência da política, em que o eleitor é mero objeto de consumo. Foi um sentimento de solidão que o levou a reagir e disparar sua opinião de costas para os partidos. Toda eleição tem um polo do poder e um polo da liberdade. Nesta o poder foi representado pela esquerda e a liberdade, pela direita. Foi assim que a decisão se deslocou para fora do alcance da política velha.</p>
<p>Com um só olhar, a eleição que terminou foi a rebelião do horizontal. Amontoado como mercadoria num armazém, o eleitor-freguês olhou a saída sem ligar para vendedores perpendiculares a ele, verticais, na linha contrária ao horizonte. A maioria não aceitava mais que lhes empurrassem suas verdades. Foi ele, o eleitor, que escolheu, desde o início, um candidato para levar. Um candidato-aplicativo, sem intermediário, em sintonia com os conteúdos objetivos, os desejos e os fantasmas do eleitor. A farda é um detalhe que está aí no inconsciente do País. Não importa se passou ou não pela sua cabeça o mito purificador tenentista; o capitão Prestes, que dirigiu com mão de ferro o mais importante partido de esquerda da história do País; a sina que é constatar que ao cansaço do populismo de Getúlio se seguiu um marechal; de Jânio-Jango, oito generais; e de Lula-Dilma, um capitão e um general.</p>
<p>Uma eleição de eleitor incomodado, árbitro de si mesmo, sem dono, usando plataforma própria. Embebida em truques, delitos e destino, bloqueou donos de poder. Por exemplo: o prognóstico da decadência feito de forma confortavelmente entorpecida pelo velho roqueiro; a manipulação do fascismo pela universidade que só o sente à direita, na ruína da linguagem pública, e o esconde à esquerda, dando outro nome ao Estado-sindical-corporativo. O envolvimento emocional-depressivo-opressivo do Supremo com Lula, deixando entrever ao País que os dois podem tudo. A tardia indignação com a grosseria vocabular do deputado que falou o que quis na cara de oito presidentes da Câmara do período petista.</p>
<div class="limite-continuar-lendo"></div>
<p>A profanação da soberania do eleitor recebeu um freio da multidão. E mostrou que a polarização é um crack viciante que o PT usa para entorpecer o País. Bastaram nuances de autonomia individual para que a obsessão pela ideologia, que o servia, o derrubasse: “Se toda direita é fascista, toda esquerda é comunista. Que 2018 seja o cemitério do mundo binário para poder salvar as pessoas que se transformaram no que elas combatem. Quem não rasgar o manual da má compreensão dos fatos vai casar Marine Le Pen com Roger Waters em missa cantada por Bono Vox. Largue o alucinógeno da certeza e ouça bater, sem preconceito e clichês, o coração apertado de Cid Gomes, Regina Duarte e Mano Brown. Busque outra explanação, fuja da ignorância racional, até para xingar é preciso ser inteligente. Afinal, votar nem sempre é para escolher o melhor, às vezes é para impedir que o ruim queira ficar.</p>
<p>Podemos até estar diante de outro sósia da improvisação nacional. Ênfases e repetições: sai a CUT, entra Agulhas Negras. Sai a vida para a luta, entra a luta pela vida. Que não saia a sociedade civil e volte a inteligência racional. Toda eleição tem uma atmosfera, um costume. Essa consagrou um programa mais de rejeição do que de escolha. E não foi um programa de poucos. A agitação desarranjada das massas revelou-se lógica e determinada.</p>
<p>Meio antipolítica, a campanha vitoriosa foi tomada por apelos morais, que dialogaram melhor com a subjetividade do eleitor. <em>Primeiro</em>, porque as redes sociais foram escolhidas no século 21 para comunicar os segredos mais íntimos e as surpreendentes confidências das pessoas comuns. É o divã do povão. <em>Segundo</em>, porque as regulações que não têm como ser feitas é melhor que não existam. Travar a internet é bloquear a inteligência atrevida, o inesperado, o sarcasmo.</p>
<p>Uma campanha feita por celular, com votos adquiridos num click, decifrou um dos códigos que emperram o Brasil: o atraso tecnológico que é a gestão analógica das coisas em governos sem inteligência digital. Como a vitória foi feita pelo celular, podemos quebrar um tabu. Está inaugurada a democracia digital e o vislumbre de um futuro interessante e mais barato: inovação no Executivo e a desnecessidade do Parlamento de tempo integral, sem mandato presencial, salvo para votar emenda constitucional.</p>
<p>Sabemos que uma coisa é eleger, outra é governar. E o jogo começou. Primeiramente, não há erro no convite a Sergio Moro, o ministro da Justiça dos sonhos do PT original. Segundo, não é o ministro da Economia que aparece no horizonte das necessidades subjetivas, mas sim um grande porta-voz. O novo presidente precisará aceitar pesos domésticos para evitar previsíveis contrapesos externos. E no exterior, diferente do Brasil, acredita-se naquilo que a pessoa fala. Gringo leva as coisas ao pé da letra. E há temas sensíveis: ONU; a força espiritual de Jerusalém para o monoteísmo; nem divórcio da China nem casamento monogâmico com os EUA, dois amores inevitáveis. Ter na ponta da língua uma solução diplomática-humanitária para a Venezuela, um mandato internacional via OEA.</p>
<p>O ministro porta-voz deve ajudar o presidente a se livrar do rótulo de extrema direita. Nenhuma extrema tem prestígio. Como é religioso, sugiro que faça como Moisés, que, com dificuldades de comunicação, pediu a Deus alguém para falar por ele. Assim foi feito, Moisés fala com Deus e Aarão, seu irmão, com o povo e os faraós. Quem sabe, poderá até ser feita a prometida “travessia do Mar Vermelho”. Pois bem falado e compreendido, que Jair nem apague cores do arco-íris nem nos leve deserto adentro.</p>
<p>O post <a href="https://paulodelgado.com.br/o-homem-da-multidao/">O homem da multidão</a> apareceu primeiro em <a href="https://paulodelgado.com.br">Paulo Delgado</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://paulodelgado.com.br/o-homem-da-multidao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que vai pelo mundo</title>
		<link>https://paulodelgado.com.br/o-que-vai-pelo-mundo/</link>
					<comments>https://paulodelgado.com.br/o-que-vai-pelo-mundo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Paulo Delgado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Sep 2019 17:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Estadão]]></category>
		<category><![CDATA[Recentes]]></category>
		<category><![CDATA[china]]></category>
		<category><![CDATA[emprego]]></category>
		<category><![CDATA[malthusianismos]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://paulodelgado.com.br/?p=5379</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Estado de S. Paulo &#8211; 11 de Setembro de 2019 Periodicamente o mundo vive sua cota de ansiedades alimentada por senhores da desordem. Não há<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
<p>O post <a href="https://paulodelgado.com.br/o-que-vai-pelo-mundo/">O que vai pelo mundo</a> apareceu primeiro em <a href="https://paulodelgado.com.br">Paulo Delgado</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>O Estado de S. Paulo &#8211; 11 de Setembro de 2019</em></p>



<p><strong>P</strong>eriodicamente o mundo vive sua cota de ansiedades alimentada por senhores da desordem. Não há nenhuma audácia ou extravagância em épocas de inversão permitida, especialmente se as rebeldias não servem para nada, como o 11 de setembro, salvo piorar a busca pela felicidade e fazer vítimas inocentes. Se quiser viver sem amargura, deixe a mente aberta ao otimismo e ampare sua desilusão na força da História. </p>



<p>Na hipótese de nova crise financeira, inexiste hoje no mundo um grau de pensamento minimamente solidário para resolver um problema a partir da ação coletiva internacional. Não está no ar algo estruturado, suficiente para amenizar a queda. O que vemos é o conjunto dos movimentos dos agentes socioeconômicos mostrar que a desconfiança está nublando o horizonte.&nbsp;</p>



<p>Cada país está se achando senhor das suas ideias e partindo para experimentações sem levar em conta que o que nos salva é a harmonia da ação. Sem uma pronta ação multilateral, a atmosfera opressiva imposta ao mundo pelo estilo Trump ameaça a lógica da acumulação de capital e da circulação de riquezas em tempo de paz. O multilateralismo estava atrelado à égide de uma espécie de consenso social-democrata que se vinha formando desde o final dos anos 1980. Uma social-democracia liberalizante permitia vislumbrar mais prosperidade e distribuição de renda.&nbsp;</p>



<p>O que anda pelo mundo são puras experimentações de conceitos e ideias descartadas. Por isso democracia, liberalismo e soberania estão regredindo a formas geopolíticas arcaicas. E as três piores consequências são o enfraquecimento do multilateralismo, a volta da bipolaridade política e o comércio administrado pelo protecionismo.&nbsp;</p>



<p>O principal personagem que nos está levando a este neoconservadorismo é, paradoxalmente, a disrupção mental e comportamental que a tecnologia pode causar. Diferente do momento histórico em que surgiram a imprensa e o telefone, com a internet o bobo da corte virou rei.&nbsp;</p>



<p>As novas tecnologias de informação e comunicação, que estão evoluindo com rapidez extasiante, são uma maravilha, tanto quanto a imprensa e o telefone, mas estão desestabilizando as sociedades tocadas por elas com uma fúria, rapidez e imprevisibilidade sem fim. O que temos hoje é um mundo de aplicativos pescando incautos para agendas contestatórias e levando governantes a tirar vaidade das grosserias que propagam.&nbsp;</p>



<p>Há mais de dez anos o dinheiro e o capital político migram na direção das empresas de tecnologia de informação e comunicação. Mais do que só a capacidade de financiamento, esses grupos têm vocação para influenciar e dirigir grupos políticos e movimentos sociais. Basta um paladino de alguma coisa usar com destemor a internet que ela vira a toca do urso, o mundo dos&nbsp;hackers&nbsp;e das curtidas insidiosas.&nbsp;</p>



<p>O uso celerado da tecnologia põe em risco a herança cultural universal. E está na origem do flerte com a forte contestação que sofrem a democracia, o capitalismo e, como coice de mula, a própria tecnologia. Todos os dias o cidadão livre é reinscrito em algum mecanismo de busca e levado a um oculto tribunal de costumes e interesses para ser classificado e julgado por esse sistema não jurídico de imposição de desejos. Gatos parindo tigres em todos os campos da atividade humana. A internet é pólvora indemonstrável, que dispensa a necessidade de indivíduos, das instituições e dos paradigmas da organização social democrática.&nbsp;</p>



<p>Só isso já causa uma ruptura política e social de vasto alcance. Pois esses grupos monopolistas cresceram vendo suas tecnologias serem usadas por manipuladores externos a eles, mediante associações vantajosas. Esse é o estado da arte. Quem quer poder natural arruma seguidor artificial. Ou alguém sensato acredita que uma pessoa tenha milhões de seguidores? Nem aqui nem na China. A comunicação de massa, impulsionada por robôs, cria cardumes desse tipo meio cretino, meio engraçado que é o crédulo chamado fã.&nbsp;</p>



<p>Assim cresce a percepção de que o poder de tais tecnologias tem o potencial de gerar lucros e outras formas de mais poder. Chocado em ninho de pessoas entupidas de apologia, inunda o mundo de tons de ganância e subtons de caos e facilidades, possibilitando um retorno muito maior de poder e dinheiro do que qualquer outra atividade econômica.&nbsp;</p>



<p>O contexto geral da simbiose política-tecnologia tende mesmo a ser preocupante. Já o específico, que faz com que os agentes socioeconômicos globais tenham dúvidas profundas sobre o mundo que vem por aí, tem que ver com princípios básicos de crescimento econômico em condições democráticas. Cresce a percepção de que os adversários dos princípios que orientaram o surgimento do mundo moderno estão ganhando força e poder.&nbsp;</p>



<p>São variadas as espécies de “malthusianismos” rondando o planeta. Em comum elas têm a visão de um desequilíbrio catastrófico e do simplismo das soluções. Seja o malthusianismo ambiental, o malthusianismo do emprego e do trabalho, o da criminalidade e do terrorismo.&nbsp;</p>



<p>Por malthusianismo entende-se aqui uma preferência por apontar com passividade, falsa lógica e alarde antissocial situações complexas e problemáticas. Reúne os que preferem insistir no fatalismo e na impossibilidade de solução diante do anormal a investir na busca de solução em que prevaleça o normal. Fazer o futuro é estar disposto a dizer que nenhum sistema pode fazer-se independente para levar vantagem sobre o sistema democrático.&nbsp;</p>



<p>Pondo culpa na China, que também apostou na tecnologia, o governo norte-americano inicia forte campanha de coação sobre suas empresas para que deixem suas plantas industriais no exterior e concentrem as operações dentro do país. A percepção é de que a automação e a inteligência artificial acabarão com o emprego. Sem poderem parar o Vale do Silício, os EUA querem parar o mundo, até saberem o que fazer com os traumas sociais desestabilizadores que sua tecnologia acentuou.</p>



<p>Leia também no site do <a href="https://opiniao.estadao.com.br/noticias/espaco-aberto,o-que-vai-pelo-mundo,70003005300">Estadão</a>.</p>
<p>O post <a href="https://paulodelgado.com.br/o-que-vai-pelo-mundo/">O que vai pelo mundo</a> apareceu primeiro em <a href="https://paulodelgado.com.br">Paulo Delgado</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://paulodelgado.com.br/o-que-vai-pelo-mundo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
