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	<title>Arquivos eleições 2018 - Paulo Delgado</title>
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		<title>ANALISTAS DE POLÍTICA E ECONOMIA PROJETAM O BRASIL PÓS-ELEIÇÃO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Delgado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Oct 2018 19:17:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Matérias]]></category>
		<category><![CDATA[Recentes]]></category>
		<category><![CDATA[brasil]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2018]]></category>
		<category><![CDATA[presidência da república]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>P</strong>aulo Delgado e Gesner Oliveira, palestrantes convidados pelo SINFAC-SP para tratar dos assuntos macro do “11º Simpósio dos Empresários de Fomento Comercial do Estado de São Paulo”, brindaram os cerca de 200 participantes do evento com verdadeiras aulas em suas respectivas especialidades.</p>
<p>Sociólogo, professor e ex-deputado, Delgado disse no evento recém-realizado (28/09) que o Brasil requer uma combinação entre capacidade institucional, credibilidade social e visão internacional, pois só assim poderá iniciar a redução de uma defasagem histórica.</p>
<p>“Entre os 25 países do mundo com mais de 50 milhões de habitantes, somos o único que patina no processo de desenvolvimento”, disse o especialista, aludindo ao fato de a participação do PIB brasileiro na economia global estar estacionada há quase seis décadas.</p>
<p><img decoding="async" src="http://sinfacsp.com.br/ckfinder/userfiles/files/X-sinfac_335%20-%20Delgado.jpg" alt="" /><br />
<em><strong>Paulo Delgado</strong></em></p>
<p>Delgado considera especialmente preocupante para a reversão desse quadro a ausência de políticos locais focados em inovação, tecnologia e aquilo que ele define como “progresso imaterial”, realidade presenciada diariamente pelo fomento comercial, em meio a novas ferramentas operacionais e à crescente abolição do papel nos mais diversos processos.</p>
<p>Agora no segundo turno, ele espera o arrefecimento do clima conflitivo, marcado por insegurança, incerteza e até desprazer durante o primeiro, com a emoção finalmente cedendo espaço para a razão.</p>
<p>“Foram duas campanhas atípicas, feitas da cadeia e do hospital, que empolgaram o eleitorado como uma luta de galos feridos. Bolsonaro foi escolhido por mandar um recado desaforado à política e cumpriu bem o seu papel”. Já Haddad, no seu entender, aceitou o posto de porta-voz do passado e foi abraçado pelo Nordeste como tábua de salvação.</p>
<p>De forma geral, porém, o sociólogo define ambos os candidatos como sem programa, unidade de ideias e perspectivas futuras tranquilizadoras. “O principal sinal disso são os 30 partidos que elegeram deputados e farão um governo de chantagem e crise permanente”, prevê.</p>
<p>No campo das tendências, o sociólogo leva em conta o esgotamento do modelo econômico petista, o apelo de renovação trazido por Bolsonaro e a tendência oposicionista do atual eleitor, que votou maciçamente em deputados ligados ao postulante à Presidência.</p>
<p><strong>Economia</strong></p>
<p>Também sob a ótica do processo eleitoral em curso, Gesner Oliveira pontua alguns dos aspectos que considera essenciais à melhoria da atual situação econômica.</p>
<p>Para o professor da FGV e comentarista da <em>Rádio Bandeirantes</em>, o primeiro fator a considerar é o reequilíbrio do orçamento, como faz toda família quando os gastos mensais são maiores que os ganhos. O segundo é o estabelecimento de uma agenda do crescimento, com ênfase no investimento em infraestrutura, “pois isso aumentará, ao mesmo tempo, a demanda e a competitividade do país, via melhores portos, aeroportos e estradas”, explica.</p>
<p><img decoding="async" src="http://sinfacsp.com.br/ckfinder/userfiles/files/X-sinfac_536%20-%20Gesner.jpg" alt="" /><br />
<em><strong>Gesner Oliveira</strong></em></p>
<p>Enquanto esses eixos de ação não estiverem funcionando ele estima uma modesta evolução do PIB, não devendo superar os 1,4% este ano, quadro cuja mudança afirma depender das reformas essenciais à sobrevivência econômica do país no médio prazo.</p>
<p>Já o possível retrocesso do desemprego, hoje na casa dos 12%, Gesner condiciona a dois ou três anos de recuperação mais sólida, um quadro tão bem-vindo quanto a reestruturação da Previdência Social e um vigoroso processo de desburocratização para reduzir custos e facilitar o ambiente de negócios.</p>
<p>Como pano de fundo para essa virada de mesa, Gesner enumera algumas qualidades que considera indispensáveis para o próximo governo, seja lá quem vença no próximo dia 28.</p>
<p>“Estabilidade de regras, transparência, consistência do discurso, elevado padrão ético – para dar legitimidade e capacidade de mobilizar a sociedade em torno das reformas, bem como de negociação com o Congresso”, arremata.</p>
<p><em><strong>Fonte: Reperkut</strong></em></p>
<p>Leia o original em: <a href="http://sinfacsp.com.br/noticia/analistas-de-politica-e-economia-projetam-o-brasil-pos-eleicao">http://sinfacsp.com.br/noticia/analistas-de-politica-e-economia-projetam-o-brasil-pos-eleicao</a></p>
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		<title>EQUILíBRIO, DESEQUILÍBRIO NOS EUA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Delgado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Nov 2018 01:40:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Correio Braziliense e Estado de Minas]]></category>
		<category><![CDATA[Recentes]]></category>
		<category><![CDATA[eleições 2018]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Correio Braziliense e Estado de Minas – domingo, 11 de novembro de 2018. Cinquenta anos se passaram desde quando, em novembro de 1968, Richard Nixon se<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><em>Correio Braziliense e Estado de Minas – domingo, 11 de novembro de 2018.</em></div>
<div></div>
<div><strong>C</strong>inquenta anos se passaram desde quando, em novembro de 1968, Richard Nixon se elegeu presidente dos EUA. Deputado Federal, senador e vice-presidente bastante atuante no governo de Eisenhower, Nixon perdera as eleições de 1960 por uma diferença irrisória, para Kennedy. Nos anos que separam uma eleição e outra, Nixon se dedicou a fortalecer o Partido Republicano e, nas prévias de 1968, ganhou por vasta margem, deixando para trás Nelson Rockefeller, que disputava com ele. O período Nixon na Casa Branca foi de decisões de enorme importância para o desenho do mundo atual e ele foi reeleito com grande vantagem. Seu segundo mandato, no entanto, foi encurtado por avassaladoras crises. Seu vice-presidente, acusado de corrupção, resolveu deixar o cargo em outubro de 1973. Nos EUA, a vacância da vice-presidência é ocupada por uma indicação feita pelo presidente e confirmada pelo Congresso. Gerald Ford foi o escolhido. No ano seguinte, foi a vez de Nixon renunciar em face da ameaça de impeachment. Ford virou presidente e Rockefeller foi nomeado vice. Anos de grande tumulto em Washington.</div>
<div></div>
<div>O período atual, no entanto, ao seu modo, é ainda mais tumultuado. As últimas eleições podem ser consideradas uma vitória importante para os democratas, mas também não foi uma derrota tão cruel para Trump. É normal as eleições americanas ou já saírem balanceadas desde a eleição do presidente, ou, quando não, gerarem maior equilíbrio de forças nas eleições de meio de mandato. Como em 2016 a vitória de Trump no Colégio Eleitoral veio acompanhada de maioria na Câmara e no Senado, nada mais natural do que haver um maior número de pessoas mais dispostas a distribuir melhor o poder no país. Especialmente em uma situação em que o voto não é obrigatório, a capacidade de gerar interesse e comprometimento é chave. Nesse caso, acabou favorecendo os democratas a ideia de que havia desequilíbrio no parlamento.</p>
<div></div>
<div>Um fato realmente novo foi a ampliação da variação no perfil dos congressistas. Mulheres foram eleitas em números recordes. Serão ao menos 102 na Câmara dos Deputados, que tem 435 membros ao todo. Nesse seleto grupo, estão a primeira mulher indígena, fato ocorrido na eleição brasileira, e as duas primeiras muçulmanas a garantirem vaga no Congresso dos EUA. Assim, os democratas passaram a ser maioria na Câmara, enquanto os republicanos ampliaram ainda mais um pouco sua força no Senado. Trump fez seu papel. Viajou país adentro fazendo comícios para assegurar a maioria no Senado. Qual será a lealdade dos senadores republicanos para com ele é uma incógnita.</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div>Imediatamente após o dia da eleição, o presidente americano reagiu dobrando a aposta no discurso de divisão e nos rompantes autoritários. Na quarta-feira, Trump fez com que Jeff Sessions se demitisse do cargo de procurador-geral. Nos Estados Unidos, o procurador-geral também é o chefe do Departamento de Justiça, bem como advogado-geral da União. Colocou em seu lugar alguém que espera que esteja mais alinhado com seus interesses. Se não for o caso, trocará de novo. Sob supervisão do Departamento de Justiça, corre a investigação sobre interferência da Rússia na eleição de 2016. Criada em maio de 2017 e capitaneada por Robert Mueller, ela é a pedra no sapato do presidente.</div>
<div></div>
<div>A partir de janeiro de 2019, os democratas terão condições de fazer uma oposição mais organizada, podendo até pedir o impeachment do presidente. Aparentemente, Trump não buscará conciliação, muito pelo contrário. Sua estratégia deve ser cada vez mais o ataque. Como, de fato, a Câmara pode paralisar muitas de suas políticas, preparem-se para um rol ainda maior de factoides e movimentos espetaculosos por parte de Trump. Todavia, apesar de tudo, é possível trabalhar muito bem com ele. Um pouco como Nixon, Trump é capaz de avançar agendas impensáveis na calculista burocracia tradicional americana. É uma questão de saber o que se quer.</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div>Qual será a estratégia dos democratas ainda não está claro. Uma tentativa de impeachment, por exemplo, ainda que bem possível de ser aprovada na Câmara, se vier com cara principalmente de queda de braço partidária, seria em sequência barrada no Senado. Assim ocorreu no caso de Bill Clinton. Trump só cai se dois terços dos senadores votarem contra ele. Algo que só se pode vislumbrar num contexto de absurda comoção nacional diante de um eventual fato novo e chocante. Mesmo assim, dado o clima atual, não é certo que seja suficiente. Uma acomodação por parte dos democratas, inviabilizando Trump, com vistas à eleição presidencial de 2020, é mais provável. Por mais provocações que Trump siga fazendo, as rotas do interesse partidário são sempre bem calculadas.</div>
<div></div>
</div>
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		<title>O homem da multidão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Delgado]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Nov 2018 09:06:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Estado de S. Paulo &#8211; 14 de novembro de 2018. A esquerda observa as pessoas em cachos, como se quisesse formar pencas de gente igual.<span class="excerpt-hellip"> […]</span></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>O Estado de S. Paulo &#8211; 14 de novembro de 2018.</em></p>
<p><strong>A</strong> esquerda observa as pessoas em cachos, como se quisesse formar pencas de gente igual. Movimento, silêncio não despertam atenção, diferente do que observa o narrador de Edgar Allan Poe no conto <em>O Homem da Multidão</em>. O povo percebeu a manobra e tornou mais pobre ainda a experiência da política, em que o eleitor é mero objeto de consumo. Foi um sentimento de solidão que o levou a reagir e disparar sua opinião de costas para os partidos. Toda eleição tem um polo do poder e um polo da liberdade. Nesta o poder foi representado pela esquerda e a liberdade, pela direita. Foi assim que a decisão se deslocou para fora do alcance da política velha.</p>
<p>Com um só olhar, a eleição que terminou foi a rebelião do horizontal. Amontoado como mercadoria num armazém, o eleitor-freguês olhou a saída sem ligar para vendedores perpendiculares a ele, verticais, na linha contrária ao horizonte. A maioria não aceitava mais que lhes empurrassem suas verdades. Foi ele, o eleitor, que escolheu, desde o início, um candidato para levar. Um candidato-aplicativo, sem intermediário, em sintonia com os conteúdos objetivos, os desejos e os fantasmas do eleitor. A farda é um detalhe que está aí no inconsciente do País. Não importa se passou ou não pela sua cabeça o mito purificador tenentista; o capitão Prestes, que dirigiu com mão de ferro o mais importante partido de esquerda da história do País; a sina que é constatar que ao cansaço do populismo de Getúlio se seguiu um marechal; de Jânio-Jango, oito generais; e de Lula-Dilma, um capitão e um general.</p>
<p>Uma eleição de eleitor incomodado, árbitro de si mesmo, sem dono, usando plataforma própria. Embebida em truques, delitos e destino, bloqueou donos de poder. Por exemplo: o prognóstico da decadência feito de forma confortavelmente entorpecida pelo velho roqueiro; a manipulação do fascismo pela universidade que só o sente à direita, na ruína da linguagem pública, e o esconde à esquerda, dando outro nome ao Estado-sindical-corporativo. O envolvimento emocional-depressivo-opressivo do Supremo com Lula, deixando entrever ao País que os dois podem tudo. A tardia indignação com a grosseria vocabular do deputado que falou o que quis na cara de oito presidentes da Câmara do período petista.</p>
<div class="limite-continuar-lendo"></div>
<p>A profanação da soberania do eleitor recebeu um freio da multidão. E mostrou que a polarização é um crack viciante que o PT usa para entorpecer o País. Bastaram nuances de autonomia individual para que a obsessão pela ideologia, que o servia, o derrubasse: “Se toda direita é fascista, toda esquerda é comunista. Que 2018 seja o cemitério do mundo binário para poder salvar as pessoas que se transformaram no que elas combatem. Quem não rasgar o manual da má compreensão dos fatos vai casar Marine Le Pen com Roger Waters em missa cantada por Bono Vox. Largue o alucinógeno da certeza e ouça bater, sem preconceito e clichês, o coração apertado de Cid Gomes, Regina Duarte e Mano Brown. Busque outra explanação, fuja da ignorância racional, até para xingar é preciso ser inteligente. Afinal, votar nem sempre é para escolher o melhor, às vezes é para impedir que o ruim queira ficar.</p>
<p>Podemos até estar diante de outro sósia da improvisação nacional. Ênfases e repetições: sai a CUT, entra Agulhas Negras. Sai a vida para a luta, entra a luta pela vida. Que não saia a sociedade civil e volte a inteligência racional. Toda eleição tem uma atmosfera, um costume. Essa consagrou um programa mais de rejeição do que de escolha. E não foi um programa de poucos. A agitação desarranjada das massas revelou-se lógica e determinada.</p>
<p>Meio antipolítica, a campanha vitoriosa foi tomada por apelos morais, que dialogaram melhor com a subjetividade do eleitor. <em>Primeiro</em>, porque as redes sociais foram escolhidas no século 21 para comunicar os segredos mais íntimos e as surpreendentes confidências das pessoas comuns. É o divã do povão. <em>Segundo</em>, porque as regulações que não têm como ser feitas é melhor que não existam. Travar a internet é bloquear a inteligência atrevida, o inesperado, o sarcasmo.</p>
<p>Uma campanha feita por celular, com votos adquiridos num click, decifrou um dos códigos que emperram o Brasil: o atraso tecnológico que é a gestão analógica das coisas em governos sem inteligência digital. Como a vitória foi feita pelo celular, podemos quebrar um tabu. Está inaugurada a democracia digital e o vislumbre de um futuro interessante e mais barato: inovação no Executivo e a desnecessidade do Parlamento de tempo integral, sem mandato presencial, salvo para votar emenda constitucional.</p>
<p>Sabemos que uma coisa é eleger, outra é governar. E o jogo começou. Primeiramente, não há erro no convite a Sergio Moro, o ministro da Justiça dos sonhos do PT original. Segundo, não é o ministro da Economia que aparece no horizonte das necessidades subjetivas, mas sim um grande porta-voz. O novo presidente precisará aceitar pesos domésticos para evitar previsíveis contrapesos externos. E no exterior, diferente do Brasil, acredita-se naquilo que a pessoa fala. Gringo leva as coisas ao pé da letra. E há temas sensíveis: ONU; a força espiritual de Jerusalém para o monoteísmo; nem divórcio da China nem casamento monogâmico com os EUA, dois amores inevitáveis. Ter na ponta da língua uma solução diplomática-humanitária para a Venezuela, um mandato internacional via OEA.</p>
<p>O ministro porta-voz deve ajudar o presidente a se livrar do rótulo de extrema direita. Nenhuma extrema tem prestígio. Como é religioso, sugiro que faça como Moisés, que, com dificuldades de comunicação, pediu a Deus alguém para falar por ele. Assim foi feito, Moisés fala com Deus e Aarão, seu irmão, com o povo e os faraós. Quem sabe, poderá até ser feita a prometida “travessia do Mar Vermelho”. Pois bem falado e compreendido, que Jair nem apague cores do arco-íris nem nos leve deserto adentro.</p>
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