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	<title>Arquivos França - Paulo Delgado</title>
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		<title>COLETE,  POLUIÇÃO E SABEDORIA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Delgado]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Dec 2018 14:40:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Correio Braziliense e Estado de Minas]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<div><em>Correio Braziliense e Estado de Minas – domingo, 9 de dezembro de 2018.</em></div>
<div></div>
<div><strong>N</strong>a estreita Rua Varenne, no coração envelhecido de Paris, a mansão Matignon, cujo inquilino é o primeiro-ministro, abriu seus portões para receber alguns representantes do movimento dos coletes amarelos. Eles não foram. No sábado, ontem, como é de praxe em dias de protesto, a rua foi interditada. A França, que tem o modelo mais organizado para enfrentar protestos, foi apresentada à era dos protestos sem rosto. São legiões horizontais, sem nome, e quando alguns líderes despontam são cortados por qualquer um que tenha um celular à mão. É o outro lado da modernidade intuída por Macron, que é a de fazer política sem partidos e outras instituições de representação tradicionais. Vai bem, até a hora que desanda. Paris em pânico, sem saber do que está se defendendo, teve de fechar até áreas turísticas e museus.</div>
<div></div>
<div>E, assim, será cada vez mais neste mundo de poder popular ficcional, mas livre, e Estado centralizado, demorado e indiferente.  O planeta é um sistema fechado com recursos finitos, menos os governos de seus países que gastam até quebrar a natureza e irritar o cidadão. Que decide sair aos montes, anônimos em Paris, ou solitariamente, com o celular na mão, dentro de um avião no Brasil, filmar a crítica que faz à autoridade.</div>
<div></div>
<div>Vivemos sob o manto da insustentabilidade. Tudo pode ficar escasso, mas a falta de sensibilidade da elite do Estado para com a irritação do povo, começa a ameaçar a estabilidade do mundo.  A começar pela irracionalidade que é manter o petróleo como principal combustível do progresso.  É melhor não brincar com a poluição, ela contamina a vida de todos.</div>
<div></div>
<div>
<div>Andrzej Duda, que preside o atual governo conservador da Polônia, recebeu a conferência sobre mudança climática da ONU deste 2018 e lembrou que trabalhar para evitar a mudança climática é fundamental, mas não pode ser feito de uma forma que atrapalhe o crescimento de países em desenvolvimento. Simplesmente porque é injusto. Num mundo onde o governo dos Estados Unidos, país mais rico e poderoso do mundo, diz que não é problema dele, todos devem cooperar para salvar o planeta, mas com inteligência e criatividade para salvar também os seus. Não conversar com quem protesta, mandar prender quem critica, se não é asneira é tolice. Maior exemplo da Terra — de erros, acertos, meios, caminhos e resistências — se chama China.</div>
<div></div>
<div>As dívidas chinesas, pública e privada somadas, alcançam a cifra de US$ 34 trilhões. Isso são 17 PIBs brasileiros de 2017. A China entendeu como ninguém as regras do jogo e acumulou ao longo dos anos reservas cambiais que hoje somam mais de US$ 3 trilhões. Junto a isso mantém sua conta de capitais fechada para o exterior, conseguindo, pela soma das duas coisas, financiar dessa forma estratosférica seu desenvolvimento. Uma maneira que nenhum outro país do mundo, à exceção dos EUA, consegue.</div>
<div></div>
<div>O realismo de Trump é baseado na constatação de que os EUA foram engambelados no jogo que eles mesmos criaram e não detém instrumentos tradicionais de coação da China. Ao se tornar o maior PIB do mundo, a China, isolada em sua cultura de comerciantes, pode, sim, tirar os EUA da posição imperial.</div>
</div>
<div></div>
<div>
<div>E Trump pode, sim, estar “esquentando” a Terra para ganhar tempo e esfriar a China. A morte de George H. W. Bush, que foi, antes de ser presidente, embaixador em Pequim &#8211; um que jogava tênis com as lideranças chinesas e circulava de bicicleta pela cidade &#8211; é o símbolo maior da passagem de uma abordagem de confiança e relações pessoais que ajuda a explicar o crescimento chinês dos últimos 40 anos.</div>
<div></div>
<div>A China cresceu porque os EUA deixaram, para ganharem dinheiro, muito dinheiro, com isso. Porque, de Nixon para frente, passou a ter muitos bons amigos em Washington. Os maiores sendo Bush pai e Henry Kissinger, hoje com 95 anos de idade. O crescimento chinês deve mais a jantares do que ao chão de fábrica. O primeiro fator tem precedência, relações públicas, busca de senso comum. O desespero atual é como negociar com alguém que não sonha. Planejamento com sonho, mais produtividade e endividamento, é a outra face do investimento. Futuro é sonho, diálogo, pois a vida só no presente é brutal, estanque e curta.</div>
<div></div>
<div>Os coletes amarelos na França são sinais de uma revolução que não começou ali, mas na Primavera Árabe de 2010 e passou pelo Brasil, em 2013, e na greve dos caminhoneiros. Existe por conta dessa tecnologia de comunicação e informação, que reúne as empresas mais valiosas do mundo. Cabeça, inteligência e ideias. Destroem e constroem o mundo. Não há limites para esse crescimento. Todavia, só vale a pena se for com boa vontade, bondade e razão, virtudes sem as quais o crescimento pode se tornar uma péssima forma de governar sem sabedoria.</div>
</div>
<div></div>
<div><a href="https://paulodelgado.com.br/wp-content/uploads/2018/12/COLETE-POLUIÇÃO-E-SABEDORIA-09.12.2018-Correio-Braziliense-Caderno-Mundo-pág.-17.pdf">COLETE, POLUIÇÃO E SABEDORIA &#8211; 09.12.2018 &#8211; Correio Braziliense &#8211; Caderno Mundo pág. 17</a></div>
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		<title>Como a razão acaba</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Paulo Delgado]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Feb 2019 16:43:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos Correio Braziliense e Estado de Minas]]></category>
		<category><![CDATA[Recentes]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[itália]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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<p><em>Estado de Minas e Correio Braziliense &#8211; domingo, 17 de fevereiro de 2019</em></p>



<p><strong>N</strong>a quinta-feira, a Amazon anunciou que desistiu de prosseguir com seus planos de abrir uma segunda sede para a empresa no bairro nova-iorquino do Queens. A decisão veio como reconhecimento de que a gigante das compras on-line sentiu o baque das ferozes contestações sobre as mudanças indesejadas que ela traria ao Queens e a Nova York como um todo.<br>A esnobada que a Amazon levou remete aos problemas que grandes multinacionais enfrentam ao pedirem incentivos públicos demasiados para se instalarem em alguma cidade. E é a mania de “botar na rede” para engajar fanáticos de tudo. O caso da Amazon, empresa que mês passado atingiu a posição de mais valiosa do mundo, tem a ver com o processo de seleção, um verdadeiro circo de publicidade manipulada, fazendo com que cidades americanas se digladiassem para convencer a empresa que eram as melhores pretendentes. Ao escolher Nova York, se esqueceu de que a própria tecnologia de hiperconectividade, base do sucesso de empresas como a Amazon, provoca efeito negativo do mesmo tamanho.</p>



<p>Tentando ser engraçada, em pleno dia dos namorados nos EUA, a empresa anunciou que o caso de amor com o Queens não iria mais para frente. Para quem se achava a queridinha de todos, bastou o povo atento de Nova York ficar sabendo que ela receberia US$ 3 bilhões de incentivos para ali se instalar, que a difamação superou o entusiasmo.<br>A mal-sucedida história de amor e dinheiro da Amazon com o Queens é um suave suspiro da conexão entre grandes negócios e sociedade, em um mundo de internautas, e que estoura como crise quando envolve sociedade e política.<br>Basta acompanhar essa irracionalidade se desenvolver mais longe e ver a brigalhada entre França e Itália atualmente. Tristes aqueles que veem ali o que fazer, mais do que o exemplo perfeito de o que não fazer. A Itália vive um período em que o presidente, além de ser apenas um chefe de Estado com características de rainha da Inglaterra, tem um primeiro-ministro com poderes reais de tocar o país, como um figurante de baixa relevância política.<br>O país acéfalo é governado, de fato, por duas figuras adoradoras de internet. Salvini e Di Maio representam grupos que tiveram sucesso eleitoral na base do ódio contra tudo, projetado a partir de redes sociais.</p>



<p>Salvini é o mais acabado tipo de idiota on-line. Usa redes sociais para tudo. Inclusive para se mostrar banhando em piscinas de propriedades de chefes mafiosos que o Estado confiscou sob sua ordem. A tosca ideia é a de mostrar que a piscina em que ele agora nada é do povo. Populismo extravagante que só convence uma minoria da população italiana, mas que vai dando ibope até deixar de dar. Ou então, como fez semana passada, usando diferentes redes, deu palpite “político” no resultado do festival de San Remo deste ano. Segundo o vice-primeiro-ministro, o festival, vencido pelo brasileiro Roberto Carlos em 1968, é uma clara demonstração da distância entre povo e elite. Isso porque ele preferia que o vencedor fosse outro. No fundo, pura contestação da italianidade do cantor vencedor que tem pai egípcio. Ele quer voto popular para decidir o vencedor do festival.<br>Um governante que se dá ao desfrute de um papelão desses pode ser um prato cheio para galhofa nas mídias sociais. Todavia, mais do que um problema de mau gosto, quando envolve identidades nacionais — Salvini, afinal, tem tanta cara de egípcio quanto o tal cantor Mahmood — há um perigo real de o circo pegar fogo.</p>



<p>Outro fato é que, pela primeira vez desde o início da Segunda Guerra Mundial, a França convocou de volta a Paris seu embaixador em Roma no dia 7 deste mês. Tudo por conta de extenso, variado e alucinado falatório por meio de mídias sociais por parte de Di Maio e Salvini a respeito da França. Ações que culminaram com o intolerável ato anunciado por Di Maio em seu Facebook: “O vento da mudança cruzou os Alpes” […] “Hoje, demos um pulo na França para nos encontrar com o líder dos ‘coletes amarelos’ Christophe Chalençon e candidatos às eleições europeias”. Paris, obviamente, fumegou.<br>Em recente artigo, o ex-secretário de Estado americano, hoje nonagenário, Henry Kissinger, apontou que “a ênfase do mundo digital na velocidade inibe a reflexão; seu incentivo da força ao radical sobre o pensativo; seus valores são moldados pelo consenso do subgrupo”. Tudo vai bem até que uma hora dá tudo errado e a apropriação desse mundo digital se vira contra quem faz uso dele. Os dois conectados líderes italianos podem levar França e Itália a romperem relações para atingir o objetivo mais profundo de naufragar a União Europeia. Políticos precisam mais é de razão do que a tolice que anda sobrando nas redes sociais.</p>
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