Solidariedade, ou estamos fritos

Notícias do dia – Florianópolis, 26 de abril de 2019.

O mundo nunca foi tão rico como agora que passou a entender que nem todas as dificuldades da vida devem ser cobradas do Estado. O certo é que quem protege a vontade humana das dificuldades da vida é a liberdade do cidadão para alcançar o melhor, por seus próprios meios. Assim, cabe ao Estado assegurar o que é geral e coletivo e garantir a estabilidade econômica e política que permita à pessoa poder progredir e viver segundo suas potencialidades e necessidades. Cada um usando a imaginação, o sonho, os braços, a inteligência e o esforço digno como fator e meio de produção. E a solidariedade como fim.

Para enfrentar as crises cíclicas próprias de países como o Brasil e romper a dinâmica da concentração de renda que a instabilidade econômica estimula, a decisão pessoal de fazer algum Seguro é o melhor companheiro de viagem. Digno de confiança e de alta credibilidade, a prática do Seguro nas sociedades de economia estável, é um dos mais naturais hábitos de famílias e empresas. Porque os riscos, surpresas e contratempos que viver oferece não significam fracasso pessoal de ninguém, mas vicissitudes, eventos da vida que necessitam ser protegidos.

Estamos na era da solidariedade, ou estamos fritos, assim deve ser entendida a função do Seguro, este confidente curioso cujo corretor, de porta em porta, informa, descobre, esclarece e descreve em forma de apólices e prêmios o que as pessoas representam para si mesmas, para a família e para as intempéries que a vida prepara para todos em sua peregrinação por ela. Quem faz Seguro acredita na grande colaboração que o inesperado presta ao senso de responsabilidade e ao espírito de solidariedade para com os outros. Um acidente, um sinistro, o estudo sonhado, as férias protegidas, o doente acolhido, a infância sem medo, a velhice sem miséria.

O Seguro não é egoísta ou possessivo, é generoso, não acumula recursos para si, e o que devolve à sociedade em termos de cuidado, paz e segurança, vai muito além da noção de dispêndio ou faturamento. E, é bom lembrar que, muito antes da medicina evoluir tanto e nos fazer sobreviver cada vez mais o Seguro sempre significou torcida e respeito pela longevidade. Tudo que é essencial para você pode ser celebrado por uma apólice de Seguro.

A felicidade como uma garantia contratada é mesmo uma ilusão, mas quem cujo bem-estar e cuja estabilidade dependam de você, deve e pode ser posta no Seguro. Pois muitas vezes o que ocorre por fatalidade, descuido ou imprevidência, sem a proteção do presente, mina as bases da confiança num futuro positivo, deixando vulnerável alguém, ou alguma coisa, que para você é essencial proteger, preservar ou manter.

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Paulo Delgado
Paulo Delgado
Sociólogo, Pós-Graduado em Ciência Política, Professor Universitário, Deputado Constituinte em 1988, exerceu mandatos federais até 2011. Consultor Independente de Empresas e Instituições nas Áreas de Política, Educação e Trabalho, escreve para os jornais O Estado de S. Paulo, Estado de Minas, O Globo e Correio Braziliense.

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