11 de abril de 2010

Velocidade incômoda

O futuro é sempre mais caro do que o presente. Mesmo assim, famílias não temem quebrar seus orçamentos para educar os filhos. Governos gostam mais do mais barato e gastam muito e errado no fugaz tempo presente. São menos generosos do que as famílias, mas onde isso acontece países também são menos avançados.
9 de maio de 2010

Propaganda ou notícia

Os bons políticos são como os bons jornalistas: têm seu maior teste de caráter quando decidem não chutar a cabeça dos que já estão no chão. Pois quem busca a verdade não precisa triunfar sobre ela. Mas o código de desmascaramento da realidade sob o qual se orienta a imprensa está mais próximo da democracia do que os códigos de mascaramento da política.
1 de dezembro de 2010

Política de Aluguel

Imagine vinte e oito possibilidades de cardápio para o almoço na cabeça de uma cozinheira . Vinte oito nomes de batismo para um filho. Ou quase três dezenas de diagnósticos brotarem da junta médica. Não haverá almoço; o nome do rebento acabará sorteado; o paciente morrerá depois de ser operado do que não tem. Não é normal ! Ou existem vinte oito maneiras diferentes para se governar o Brasil ?
26 de dezembro de 2010

Dilma do Brasil

O altruismo, coragem e a fé de Ester, rainha judia da Pérsia na antiguidade, podem marcar a entrada triunfal das mulheres no sistema de poder do mundo. Matriarcados, dinastias, impérios, reinados, guerras, casamentos e eleições em variadas formas de Republicas e Monarquias são os caminhos para o poder desde sempre. Dia 1º de janeiro, com a posse de Dilma Vana Rousseff, o Brasil entra para o minoritário clube de 25 países do mundo atual com mulheres na direção do poder central. Várias delas pela primeira vez. Algumas poderosas desde 1956 como Elizabeth do Reino Unido, Rainha aos 25 anos. Outra notável marca é a de Ellen Johnson Sirleaf, da Libéria, única Chefe de Estado eleita de um país africano.
31 de janeiro de 2011

O silêncio de Dilma

Muita coisa muda na percepção da política, suas luzes e sombras, de um tempo a outro. Há épocas de ação, outras de quietação.
28 de fevereiro de 2011

A graça do segredo

Uma nova política sem mofo, quarada sob a luz e o calor do sol.
28 de março de 2011

Ponto pacífico

Quem junta lenha, não teme o fogo. Pacífico é o que se aceita sem discussão. Tem a ver com tranquilidade e paz. Refere-se a comportamento, indica objetivos. Há uma grande contradição em falar em energia atômica para fins pacíficos ou chamar pelo seu nome o agitado oceano. São velhos costumes, não a realidade das coisas.
2 de maio de 2011

Sofrimento Urbano

A vida urbana é para a maioria dos seus membros uma liberdade. Costuma ser a única salvação para os desprotegidos e um prazer para quem aceita com naturalidade a sí mesmo e aos outros. Eles querem a cidade, a cidade é que não os quer.
7 de junho de 2011

O Livro Branco

Terminou em Manaus o terceiro seminário sobre o Livro Branco de Defesa, que discutiu a necessidade de maior integração da Amazônia na busca de mais proteção à região. Há ali uma combinação explosiva de escudo que nos protege e alvo que nos ameaça:
4 de julho de 2011

A pressa urbana

Não é ofício, habilidade ou solidão que levam qualquer um a sentir, alguma vez na vida, a necessidade da compaixão. William Burroughs assegura que quando um gato de rua encontra um protetor humano que o promova a gato de casa, ele costuma exagerar da única maneira que sabe: ronrona, se aconchega e se esfrega, e rola de costas para chamar a atenção. Seu dono costuma achar um incômodo. Todos os relacionamentos são baseados na troca, e todo serviço tem seu preço. Mas quando o gato adotado fica tranquilo de sua posição, ele se torna menos efusivo, que é como deve ser no seu reino e como se comporta qualquer pessoa que esteja segura que é respeitada e amada.
8 de agosto de 2011

A aspereza da política

O alto grau de inconveniências ministeriais produzidas no início do governo da primeira mulher presidente do Brasil não encontra explicações somente na política. Há uma linha que costura essa atmosfera de ferimentos autoprovocados e associa autoridades a comportamentos desonestos nos Transportes, desarrumadas explicações na Casa Civil e crispação no funeral sem luxo da boa gestão da Defesa.
1 de setembro de 2011

Caderno em branco

Há um caderno em branco à espera das decisões da maioria dos juízes brasileiros, pronto para ser preenchido. Muitos não conseguirão escrever sua história nem contratando bons detetives ou especialistas em biografias. Todas as oscilações de personalidade (grandezas e fraquezas), consideradas normais em cidadãos comuns, quando se trata de um juiz, ficam estampadas na sua sentença. Especialmente se ele teme enfrentar privilegiados, pois sua decisão constitui-se sempre num recado da justiça sobre como deve ser a vida em sociedade.
1 de outubro de 2011

Bandidos de toga

Intimidar os críticos é o ardil dos criticados. Quando a ministra Eliana Calmon, corregedora nacional de Justiça, alertou para a impunidade dos juízes e criticou o corporativismo dos que querem restringir o poder de fiscalização do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi direto ao alvo: "Acho que isto é o primeiro caminho para a impunidade da magistratura, que hoje está com gravíssimo problema de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga."
8 de novembro de 2011

Adeus às armas!

O Globo – 7 de novembro de 2011. A Unesco cuida de ficção científica, não de ficção política, reagiu irritado o embaixador de Israel ao ver […]
6 de dezembro de 2011

A força da tutela

O Globo – 5 de dezembro de 2011. O sofrimento virou doença. Qualquer mal-estar diante do mundo, um distúrbio. A ambição grandiosa da psiquiatria está cada […]