21 de maio de 2006

Épocas de fervor no continente

É mesmo um estilo. São inventores de circunstâncias estes líderes latino-americanos. Começam promissores, terminam prometedores. Combatem ficções que deram errado — o neoliberalismo — com outras que não darão certo — o neopopulismo.
25 de janeiro de 2007

Um brasileiro igual a você

Como num jogo de cabo-de-guerra, a segunda reeleição brasileira no dia marcado determina que o eleitor solte a corda e derrube o opositor, fixando em oito anos o elástico mandato de quatro. Só que agora o vitorioso não desfruta mais da posição credora junto ao eleitorado, exaurida pelo ato de governar.
26 de agosto de 2007

Insubordinação à chinesa

A China já é tratada como a segunda economia do mundo. Desde quando Deng XiaoPing aceitou a sugestão de Milton Friedman para abrir seu país para o mercado mundial e ver na Hong-Kong, ainda inglesa, o modelo de capitalismo para os chineses, a prosperidade ressurgiu no horizonte.
30 de setembro de 2007

O sono da razão

“Diga-me o nome de um só animal jeitoso que eu não seja capaz de imitar! – Fanfarronou o macaco, dirigindo-se à raposa. A raposa, porém, limitou-se a responder: e tu, diga-me o nome de um só animal desprezível ao qual ocorra a bobagem de te imitar”.
4 de novembro de 2007

Marcas para o futuro

Quando a UNESCO percebeu que as águas represadas da grande barragem de Assuã submergiriam os templos de Fila e Abu Simbel no Egito, deu-se o impulso para a conservação do Patrimônio Cultural e Arquitetônico em todo mundo.
2 de dezembro de 2007

Cinco anos depois

Quem é credor da confiança é devedor da esperança. Num continente onde a demanda por lideres populares para empreitadas anacrônicas culmina quase sempre em demagogia, autoritarismo, ditadura, boçalidades de toda ordem e desordem, os cinco anos do Governo Lula colocam nosso país degraus acima do patamar da América Latina.
13 de janeiro de 2008

O mau encontro

O que faz a diferença é, ainda, a questão primordial do mundo moderno: liberdade e estado de direito. A passagem do ano deixou claros sinais de que o mundo da liberdade, progresso e valores individuais está sempre ameaçado.
12 de fevereiro de 2008

Prontidão industrial

Nenhuma virtude é natural. Adquirida e praticada não é certo que traga recompensa. Especialmente nas relações políticas e econômicas entre nações. Tudo hoje é partilhado, fluído, interdependente e ameaçado pela ousadia da criminalidade.
9 de março de 2008

A reinvenção do emprego

O Globo – 09 de março de 2008. Qualquer trabalho lícito, ofício, ou profissão, e seu produto, material ou imaterial, pode ser desenvolvido, proposto ou contratado […]
14 de setembro de 2008

O Desmancha – Prazeres

Qual a disposição atual de se indispor com o poder? Seja num país autoritário, parcialmente livre ou democrático. Quem tem coragem ou desprendimento para arriscar uma opinião divergente quando tudo parece estar em ordem?
12 de outubro de 2008

Vinte anos depois…

Símbolo do mais consistente e longo período democrático da História brasileira, a Constituição de 1988 fez vinte anos sem saber bem seu destino. Adequada e harmonizada ao momento político, social e histórico da época, não foi convocada por poder arbitrário.
9 de novembro de 2008

Faça a coisa certa

Em um único dia séculos de preconceito viram poeira. Os EUA não se fizeram de voluntariosos e assumiram, como se diz hoje saboreando a moda vocabular. Mas nada está em vigor, enquanto tudo não estiver em vigor. O melhor da democracia é que com ela a certeza vacila.
14 de dezembro de 2008

Ontem e tão distante

A evidência é um espetáculo que não deixa dúvidas. Por isso não são bons bombeiros os que pisam na mangueira. Onde está a incandescência da crise atual? Explicações, obsessões, exortações lembram mais o atrito das coisas, umas atrapalhando a compreensão das outras.
11 de janeiro de 2009

A Escolha

Quem é o culpado pela desventura da cidade? Quem a tornou tão feia? Na vida, às vezes, a esperança no futuro mascara a angústia do presente. Em boa hora tomam posse os novos prefeitos. Para o bem e para o mal, decidir é seu ofício.
8 de fevereiro de 2009

Sobre falências e falácias

O liberalismo financeiro não vê a vida da sociedade. O esquerdismo social não acredita na existência da economia. Abstração é o que convoca o sedentário Fórum Econômico de Davos e o nômade Fórum Social de Belém.