8 de março de 2009

Quem controla o presente

As pessoas não prestam muita atenção aos seus limites e dificuldades. Nem parecem dar muito valor a perda da utilidade de profissões, habilidades, formas de perseguir e conquistar colocações. Deixadas sós, acham-se no caminho das automelhorias corporais, gastronômicas, psíquicas.
8 de fevereiro de 2009

Sobre falências e falácias

O liberalismo financeiro não vê a vida da sociedade. O esquerdismo social não acredita na existência da economia. Abstração é o que convoca o sedentário Fórum Econômico de Davos e o nômade Fórum Social de Belém.
11 de janeiro de 2009

A Escolha

Quem é o culpado pela desventura da cidade? Quem a tornou tão feia? Na vida, às vezes, a esperança no futuro mascara a angústia do presente. Em boa hora tomam posse os novos prefeitos. Para o bem e para o mal, decidir é seu ofício.
14 de dezembro de 2008

Ontem e tão distante

A evidência é um espetáculo que não deixa dúvidas. Por isso não são bons bombeiros os que pisam na mangueira. Onde está a incandescência da crise atual? Explicações, obsessões, exortações lembram mais o atrito das coisas, umas atrapalhando a compreensão das outras.
10 de novembro de 2008

Arte de Vitral

A Constituição foi feita para servir ao cidadão, mais inundou a sociedade com atos, normas, súmulas e Leis A CONSTITUIÇÃO DE 1988 PERMITIU AO PAÍS sete […]
9 de novembro de 2008

Faça a coisa certa

Em um único dia séculos de preconceito viram poeira. Os EUA não se fizeram de voluntariosos e assumiram, como se diz hoje saboreando a moda vocabular. Mas nada está em vigor, enquanto tudo não estiver em vigor. O melhor da democracia é que com ela a certeza vacila.
12 de outubro de 2008

Vinte anos depois…

Símbolo do mais consistente e longo período democrático da História brasileira, a Constituição de 1988 fez vinte anos sem saber bem seu destino. Adequada e harmonizada ao momento político, social e histórico da época, não foi convocada por poder arbitrário.
14 de setembro de 2008

O Desmancha – Prazeres

Qual a disposição atual de se indispor com o poder? Seja num país autoritário, parcialmente livre ou democrático. Quem tem coragem ou desprendimento para arriscar uma opinião divergente quando tudo parece estar em ordem?
10 de setembro de 2008

Memórias da última batalha ideológica

Quem viveu aquele período testemunhou ou participou da última grande batalha entre os dois pólos que dividiam o Brasil e o mundo antes da queda do Muro de Berlim. Era um tempo em que as palavras direita e esquerda faziam todo o sentido, não apenas nos livros, mas nas ruas. A disputa ideológica ganhava expressões de carne e osso no Congresso – um Congresso que nunca mais seria o mesmo, nem como representação política da sociedade nem como centro de qualidade dos debates nacionais.
9 de março de 2008

A reinvenção do emprego

O Globo – 09 de março de 2008. Qualquer trabalho lícito, ofício, ou profissão, e seu produto, material ou imaterial, pode ser desenvolvido, proposto ou contratado […]
12 de fevereiro de 2008

Prontidão industrial

Nenhuma virtude é natural. Adquirida e praticada não é certo que traga recompensa. Especialmente nas relações políticas e econômicas entre nações. Tudo hoje é partilhado, fluído, interdependente e ameaçado pela ousadia da criminalidade.
13 de janeiro de 2008

O mau encontro

O que faz a diferença é, ainda, a questão primordial do mundo moderno: liberdade e estado de direito. A passagem do ano deixou claros sinais de que o mundo da liberdade, progresso e valores individuais está sempre ameaçado.
2 de dezembro de 2007

Cinco anos depois

Quem é credor da confiança é devedor da esperança. Num continente onde a demanda por lideres populares para empreitadas anacrônicas culmina quase sempre em demagogia, autoritarismo, ditadura, boçalidades de toda ordem e desordem, os cinco anos do Governo Lula colocam nosso país degraus acima do patamar da América Latina.
4 de novembro de 2007

Marcas para o futuro

Quando a UNESCO percebeu que as águas represadas da grande barragem de Assuã submergiriam os templos de Fila e Abu Simbel no Egito, deu-se o impulso para a conservação do Patrimônio Cultural e Arquitetônico em todo mundo.
30 de setembro de 2007

O sono da razão

“Diga-me o nome de um só animal jeitoso que eu não seja capaz de imitar! – Fanfarronou o macaco, dirigindo-se à raposa. A raposa, porém, limitou-se a responder: e tu, diga-me o nome de um só animal desprezível ao qual ocorra a bobagem de te imitar”.